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A História do Penico

Tudo que é criado pelas mãos do ser humano é arte inclusive o importantíssimo e indispensável “penico”. O penico ou urinol, fez parte da mobília e do cotidiano dos antigos povos da sociedade civilizada. Primorosos artesões mundiais aplicaram todo seu talento e perícia para realizar verdadeiras obras de arte na construção de tão estimado e necessário artefato.

Os primeiros povos da terra, os mais primitivos, na necessidade de aliviar-se, distanciavam-se o mais longe de onde moravam, como fazem os índios.

Depois vieram as privadas chegando mais perto das casa, até que ficaram dentro das casas e hoje estão dentro dos quartos (suíte).

Até pouquíssimo tempo, um ontem na história da humanidade, em todas as casas, rurais e urbanas, de baixo das camas ou dentro dos bidês estava presente o paciencioso penico à espera de seu dono ou de um visitante.

O penico era um utensílio de uso individual, para tanto viajava com seu dono e muitas pessoas mandavam confeccionar estojos de proteção, que poderiam ser de madeira, couro ou pele lavrada.

Os gregos chamavam de “amigo”, os romanos de “matulla” ou “metella”. O imperador Heliogabalo usava penicos em ouro puro.

Na antiguidade eram mais oblongo, mais tarde escafóide (tipo barca), os cilíndricos, os globulosos à partir do século XVIII, em todos os materiais, os mais concorrentes. Galanga era um penico vertical, Chata era anatômico para acamados (Comadre). Cuña para enfermos masculinos (papagaio). Havia penicos pequenos para crianças, tamanho padrão e alguns maiores para o conforto de nádegas grandes. Alguns tinham tampa, mas por alguma razão (a ser pensada), todos tinham somente uma asa.

A criatividade nesta área da higiene sempre foi uma necessidade, para isto criou-se modelos com 45 cm de altura, usado por grávidas e outros passaram a serem adaptados em cadeiras e poltronas em madeira nobre, apelidadas de “dompedros”, daí surgiu o vaso sanitário e foi sumindo o “penico”, restando alguns modelos adaptados para acamados, nos hospitais.

Ao que se sabe o que restou do amigo valioso e inseparável, foi uma coleção, na Espanha, de aproximadamente 1320 peças, alguns acompanhados de belíssimas bacias com jarras adornadas. Os registros destes utensílios datam de 5000 anos ou mais, usados por chinês, indianos e egípcios, e foram confeccionados em folha-de-flandes, em madeira, em lata, em cerâmica, em porcelana, em cobre, em alumínio, em pedra, em barro, em cristal, em ferro, em estanho, os esmaltados, os de prata, os de ouro, muitos cravejados com pedras preciosas e por último, estas joias das famílias, foram humilhados com o plástico, por se dizer, “um peniquinho chinfrim”.  O menor penico do mundo, curiosamente confeccionado por um joalheiro tem o tamanho de um minúsculo grão-de-bico.

Por: Cesar Missioneiro

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