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A importância do diagnóstico precoce no tratamento do autismo

O Diagnóstico precoce e o tratamento com equipes multidisciplinares contribuem para o desenvolvimento do portador de autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), quando diagnosticado na criança aos três anos de idade, pode contribuir de maneira direta para o tratamento e evolução do quadro de portadores de autismo, inserindo o paciente em tratamentos com profissionais especializados.

A Psicóloga Vivian Oliveira, explica que o autismo gera uma desordem no desenvolvimento cerebral, que acarreta modificações na capacidade de comunicação, interação social e no comportamento de quem é portador, e está dividido em três níveis. O nível um, onde o portador pode ter uma vida independente, o nível dois onde o portador precisa de suporte em alguns momentos de atividades, e o nível três, onde o portador precisará de suporte direto, e esses níveis podem tanto progredirem, como regredirem. Portanto o Diagnóstico precoce e o tratamento com equipes multidisciplinares, podem influenciar positivamente no desenvolvimento do portador de autismo, fazendo com que os níveis evoluam, impedindo que os mesmos regridam.

Nos Estados Unidos a cada 59 crianças que nascem, uma é portadora do TEA. Existe uma estimativa que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo que dois milhões delas estejam no Brasil.

O Senado aprovou recentemente, apesar de o Presidente Jair Bolsonaro ter se mostrado contra e tentar vetar, o Projeto de Lei 139/2018, que prevê a inclusão de informações sobre pessoas com autismo nos censos demográficos. O Projeto de Lei é de autoria da deputada Carmem Zanotto (Cidadania-SC), e agora, após a aprovação dos senadores, segue para sanção presidencial. A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) destacou a importância de conhecer o número de autistas no Brasil. “Isso vai nos levar a outras conquistas.” Destaca a Senadora.

No município de Lages, existe a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas, que foi fundada em 19 de maio de 2002, com o propósito de atender os Autistas do município e região, bem como seus familiares, em suas necessidades específicas, seguindo seus objetivos estatutários. A AMA, também abriu uma escola para portadores de autismo, onde atendia aproximadamente 25 alunos.

Em dezembro de 2010 a Promotoria de Infância e da Juventude de Lages recomendou a interrupção do atendimento psicológico, devido a conflitos internos entre a coordenação pedagógica e a presidência da AMA.

“Hoje a grande maioria dos alunos que são portadores do TEA, frequentam a APAE, até atingirem idade de serem incluídos nas escolas com ensino regular, o que se torna uma maneira de estimular o desenvolvimento dos alunos portadores do autismo.” Finalizou a Psicóloga Vivian.

Texto: Márcio Vieira Proença

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