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As poesias de Cesar Missioneiro

A Alma e a Carne

Num resto de força derradeira, soltou a mula na invernada, cabisbaixo e lento, ajeitou com carinho na tarimba, as peças do cargueiro.

Com as mãos surradas pelo tempo, arquivo secreto das virtudes e mazelas da vida, que lhe vem à mente neste final do jogo.

Pacientemente ajeitou-se na mesma tarimba e deitou-se sobre um tapete persa, sua alma branca como a túnica dos templários.

E nos ouvidos a doce cantiga da mama bugra, da carne a alma lentamente se desgruda, para voar até o grande jirau!

. . . Onde o alquimista do Universo prometeu transformá-lo numa estrela brilhante, a última missão que lhe dera o criador.

. . . Nas noites. . . até o fim dos tempos. . .  nos pousos ao relento, orientar o caminho para os novos tropeiros e andantes.

. . . Quando um dos seus sentir saudades lhes bastará olhar com atenção as luzeiras da invernada da lua, uma delas lhe dará conforto, sentirás que ela olha pra ti e te protege.

Cesar Missioneiro

 

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