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Cesar Missioneiro nos conta: O Sermão do Casamento

Num passado não muito distante, um casamento campeiro tinha muita diferença de um casamento de família urbana – O casamento de cidade é mais sintético e requintado, o casamento de sítio, (quando a moça não era roubada), era a visão da fartura – vaca, porco, galinha e ovelhas eram carneados e oferecidos até o último espeto aos convidados assim também para a bebida. Existe um relato que em Bom Retiro, um produtor, casou no mesmo dia, duas filhas gêmeas, para tanto, carneou vinte vacas fora os outros animais. Mas tem um momento que os casamentos são iguais; “Promete ser fiel na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?” Eu faria assim:

Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora e sim respeitar a individualidade de seu amado (a), lembrando que ele (a) não pertence a você e que esta a seu lado por livre e espontânea vontade?

Promete saber ser amigo (a) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que mais conhece você e, portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

Promete se deixar conhecer?

Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

Promete que fará sexo sem pudores, que terá filhos por amor e por  vontade, e não porque é o que esperam de ti, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

Promete que não falará mal da pessoa com quem se casou só para arrancar risadas dos outros?

Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher,

DECLARO-OS MADUROS!                                         (Mário Quintana)

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