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Cesar Missioneiro: O Beija Flor

Poderia até ser uma piada se não fosse uma constatação, as tragédias da atual sociedade brasileira. Parece uma doença contagiosa onde os sintomas vão se ampliando e se camuflando nas brechas da sociedade.

Podemos começar pela chaga da covardia; É assustador a quantidade de notícias de espancamento de mulheres e a morte delas até em frente os filhos, mais raro, mas também mulheres matando maridos para ficar com o amante e não é menos covarde atirar no peito de um desconhecido no ponto de ônibus somente para roubar um celular bloqueado no Brasil mata-se uma pessoa como se mata uma galinha, a algum tempo à traz era o boné, o tênis. Estamos vendo uma sociedade cheia de psicoses e conflitos pessoais, sociais e comunitários, que não conseguem viver pacificamente em comunidade, como já foi na era tribal, isso não faz muito tempo e eles eram os selvagens. Hoje pessoas de bem precisam refletir todos os dias antes de entrar no trânsito de cidades medias e grandes para não perderem a paciência e o bom senso.

É curioso como vivemos num conjunto social onde todos falam de miséria mas a ignorância ao consumismo desnecessário está presente e mais visível exatamente nos mais desprovidos. A psicose ambiental leva os inadvertidos a plantar árvores nos quintais ou nas ruas que depois irão cair sobre as casas, os carros e sobre as pessoas e o lixo anônimo que viaja nos aguaceiros é a assinatura dessa sociedade inconsciente, ignorante ou as duas coisas juntas, ávida por seus direito e num vácuo de estratosférico de seus deveres. Estamos vivendo dentro de um conjunto social cego que se orienta apenas pelas batidas da bengala e o relevo do piso que leva todos à um único sentido pré-determinado pela mídia tendenciosa que se diverte com a fartura de notícias, pela política bandida ou grupos poderosos que tem como objetivo somente o lucro acionista. As pessoas se divertem com coisas bizarras porque é a moda, amam de forma compulsiva e psicótica cães e gatos e jogam filhos pelas janelas dos edifícios, estrangulam, envenenam, matam e batem raivosamente em bebês e crianças.

 Existe saída ou temos que nos conformar? Acredito que temos saída, à partir do sentimento “RESPEITO”, mas tem que sentir não basta repetir, porque o “RESPEITO” é o último sentimento descente que se termina entre duas ou mais pessoas, daí para frente começam as tragédias que estamos vivenciando. O RESPEITO as instituições em especial as humanas, as do espirito, as religiosas (quaresma) e devemos fazer isso de acordo com a nossa consciência e não justificar o desrespeito porque religiosos, políticos, ignorantes e inconscientes desrespeitam o semelhante. Junto ao RESPEITO, juntam-se as TRADICÕES, sejam culturais, as familiares, conheço pessoas que não sabem o nome do avô ou da avó nem do que viviam. Um povo, uma aldeia, uma pessoa que perde suas tradições se torna uma cobaia da globalização e vulnerável ao modismo orientado pelas corporações.

 Vamos juntar alguns temas básicos para refletirmos; RESPEITO que une, TRADIÇÃO que protege, CULTURA que enobrece, CONHECIMENTO que liberta, CIDADANIA que respeita o outro. Creio que é um bom começo.

Conta uma fábula, que certa vez houve um grande incêndio numa floresta e no meio do pânico entre animais que fugiam atordoados pelas chamas mortais, um beija flor voou no sentido do fogo e jogou do bico algumas gotas de água. Alguns bichos riram outros até criticaram tal atitude e um perguntou; porque está fazendo esta bobagem? E o beija flor respondeu; não é bobagem, eu estou fazendo a minha parte!.

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