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Fazendeiros – Poetas da Natureza

Vocábulo de origem latina que indica que alguém é proprietário de uma gleba rural chamada de fazenda, gerundivo da palavra facere, também latina que é conferida a quem está sempre fazendo, criando, produzindo.

Na China, ser um fazendeiro das Costelas do Dragão, significa mais de 800 anos de cultivo de arroz nos tabuleiros das montanhas, com uma forma engenhosa e necessária que evita a erosão e aumenta a produção insuficiente das planícies para alimentar o país mais populoso do mundo.

 Na América do Norte, ser fazendeiro significa produzir o máximo, usando as melhores tecnologias, aproveitamento o total das áreas, para que se obtenha o melhor rendimento econômico e se a natureza deixar, sai ganhando o produtor, os cofres do governo e a população dos outros a fazeres.

 Na Europa, ser um fazendeiro significa respeito a quem alimenta as crianças com o leite de suas vacas nas vassalas ordenhas diárias, palavra respeitosa para quem fornece lã, algodão, carne, cereais, hortaliças e frutas, para os parlamentares, os exércitos, os hospitalizados, os encarcerados e todos os civis de outras funções que não seja a de produzir alimentos.

Não são vistos pela consciente sociedade europeia, como criminosos do meio ambiente ou improdutivos, são respeitados os reflorestadores pois é em terras e não em vasos nem quintais que se plantam milhares de árvores que vão produzir madeira para os móveis, casas, galpões, cercas, produzir o papel das embalagens, dos livros, das apostilas, dos cadernos, das fraldas, dos absorventes, do papel higiênico, do lencinho de papel que limpa a boca e o suor das pessoas da cidade, porque o suor do homem do campo, que lhe encharca  o corpo e a roupa, é o fertilizante para o que ele produz.

Um anônimo disse; “330 dias sou insignificante, mas, quando começo à colher tudo muda, sou forte”.

No Brasil ser fazendeiro, não sei por que razão passou de uma expressão que elogiava o status de quem produz e se tornou um adjetivo relacionado com quem comete algum crime no ambiente rural, resumindo: no Brasil quando alguém mata ou manda matar alguém ou comete alguma infração no meio rural ao invés de ser adjetivado de criminoso, é adjetivado de “fazendeiro”.

Este cacoete da mídia brasileira, da imprensa e da sociedade urbana e aí inclui-se muitos parlamentares que ofendem e denigrem a imagem de muitos dos nossos – parentes, pais, avós e não sabemos fazer nada para demonstrar nosso repúdio, apenas vamos ficando calados á espera de que as coisas mudem espontaneamente.

Nos últimos 10 anos as exportações no agronegócio, cresceram mais de 6 vezes, dando aos cofres do governo um superávit na balança comercial internacional em torno de 80%.

O pequeno e o médio agricultor produzem para si e vendem o excedente, no individual muitas vezes rende pouco mas no conjunto estes abastecem uma grande parcela do mercado interno. Estas duas categorias necessitam de ajuda constante dos governos. Os grandes agricultores precisam menos do governo do que este deles, mas são eles que impulsionam de forma turbinada toda a cadeia de consumo e produção agrícola. É preciso respeitar essa gente que produz, sem discriminar pelo tamanho do produtor.

 Associar o homem que produz no campo à criminosos do meio ambiente é injusto, é morder a mão que alimenta, deixem a gente do campo trabalhar e tentem ajudar. “Conhecer a natureza é quando se consegue conhecer a si mesmo e assim superar as fobias, as ansiedades e as psicoses ambientais”.

 

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