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Gestantes e puêrperas estão mais expostas a riscos de doenças por infecção respiratórias graves

Foto: Pixabay

A enfermeira Bruna Correa Vaz, Coordenadora do Centro de Estudos à Saúde da Mulher (Ceasm), explica que durante a gravidez a futura mamãe sofre alterações fisiológicas e imunológicas que podem aumentar o risco de doenças por infecção respiratória.

A saúde das gestantes tende a ser mais frágil durante o período de gravidez, que tem a duração de aproximadamente de 38 semanas. Por isso a necessidade de serem submetidas a exames já desde a descoberta da gravidez, até bem próximo ao dia do nascimento. Entre os exames estão hemograma, tipo sanguíneo e fator Rh; glicose em jejum; urina e urocultura; testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites B e C; ginecológicos e ultrassom, com o objetivo de diagnosticar e identificar infecções e outras alterações que podem ser tratadas previamente.

Com a chegada da pandemia da Covid 19, as gestantes e puêrperas (mulheres que passam pelo período de 40 dias após o parto), que testaram positivadas para o novo Coronavírus, suspeitas ou monitoradas, são acompanhadas pelos profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) da região onde residem e seguem orientações de isolamento social e cuidados mediante protocolo geral do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria da Saúde de Lages. Quando a paciente é considerada de alto risco, será acompanhada pelo Ceasm, além da Unidade de Saúde, e este apoio será mantido após o período de isolamento social e monitoramento.

Os principais sintomas leves são febre, tosse seca e cansaço. Sintomas moderados são dor de garganta, dor de cabeça, diarreia, dor muscular e perda do olfato ou paladar. Sintomas graves são dificuldade para respirar, dor ou pressão no peito e perda da fala.

Em caso do aparecimento de algum desses sintomas, as gestantes e puérperas devem procurar o Centro de Triagem para a Covid-19, no centro da cidade. Junto à Central de Atendimento Covid-19 é possível esclarecer dúvidas e buscar informações adicionais.

Saiba mais

Não há evidências científicas que comprovem transmissão vertical, ou seja, de que mulheres gestantes infectadas pelo Coronavírus podem transmitir o vírus enquanto o bebê ainda permanece no útero. E depois do nascimento, as chances de a criança ser contagiada pelo vírus se a mãe estiver infectada são altas, visto que a transmissão ocorre pelo contato direto, indireto ou próximo, com pessoas infectadas. Sobre a transmissão do Coronavírus pela mãe lactante contagiada ao bebê lactente, por intermédio da amamentação, ainda não existem evidências científicas comprobatórias desta hipótese.

Fonte: Daniele Mendes de Melo/Assessoria de Comunicação prefeitura de Lages

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