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Movimento Povos de Terreiro marcam presença na 1ª Feira Cultural da Diversidade

O principal foco do evento é manifestação contrária as diversas formas de discriminação direcionadas a comunidade LGBTQI+, mulheres, negros e membros das religiões de matriz africana.

Foto: Márcio Proença

Quem passou pela Praça Vidal Ramos Sênior (Praça do Terminal Urbano), Centro de Lages, durante a tarde de sábado (07 de dezembro), se surpreendeu com a organização e público da 1ª Feira Cultural da Diversidade, promovida pelo Coletivo Bapho.

O principal foco do evento foi a manifestação contrária as diversas formas de discriminação direcionadas a comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer e Intersexos (LGBTQI+), mulheres, negros e membros das religiões de matriz africana.

Segundo Diego e Matheus, organizadores do evento, o objetivo da 1ª Feira Cultural da Diversidade foi alcançado, o que os incentiva a começarem a trabalhar, programando a 2ª edição do evento.

Autoridades políticas locais e federais se fizeram presentes através do vereador Amarildo Farias (PT de3 Lages) e da deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania de Santa Catarina).

A programação do evento teve apresentação com a Drag queen  Lenon Gaga, Povos de Terreiro e shows musicais com bandas de rock.

O movimento Povos de Terreiro surgiu do projeto “Que Terreiro é Esse?” idealizado por Gilson Máximo de Oliveira e Adilson Freitas da Associação Cultural Matakiterani, com apoio e participação do jornalista Marciano Corrêa.

O projeto “Que Terreiro é Esse?”, vem de encontro ao objetivo dos dirigentes espirituais das principais casas religiosas de matriz africana de Lages, de tirar a religião de dentro dos terreiros, barracões, ilês e inseri-la no meio da sociedade, através de eventos públicos próprios, ou de movimentos ligados a ideologia das religiões afro-brasileiras.

Por volta das 16h, dentro da programação da 1ª Feira Cultural da Diversidade, aconteceu um ato ecumênico com a participação dos Povos de Terreiro, representadas pelas seguintes casas religiosas: Reino Angolano de Xangô e Yemanjá, Ilê Asé Afro Águas T’Osun, Templo Oyó Africano Reino de Aganju, Ilê Afro Religioso Pai Miza de Xangô, Tenda de Umbanda Pai Felipe de Angola e o Padre Roberto da Paróquia do Frei Rogério, além de participantes de diversos templos evangélicos. O ato ecumênico foi em memória de várias vítimas homossexuais assassinadas brutalmente nos últimos anos.

O Grupo União de Alabês, fez a apresentação de várias rezas africanas, louvando os Orixás, clamando a eles harmonia, respeito as religiões e opções sexuais escolhidas por cada um.

Durante o ato ecumênico o Padre Marcos e os Povos de Terreiro distribuíram pão, biscoitos e frutas ao público presente, e realizaram uma limpeza espiritual com banho de ervas e água de cheiro no local e no público que prestigiou o evento.

“Creio que é totalmente válida a nossa participação na 1ª Feira da Diversidade, pois as religiões de matriz africanas, são as únicas que acolhem os homossexuais assumidos, inclusive muitos se tornando sacerdotes, sem esconderem suas opções sexuais.” Finalizou o Babalorixá Edson T’Osun.

Texto e Fotos: Márcio Proença

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