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Mulher o Vaso da Vida

Conta uma lenda hindu que o Criador Divino, após criar o homem, pensou em criar a mulher, porem percebeu que consumira todo o material na criação do primeiro. Mas saiu-se do embaraço confeccionando a mulher, ecleticamente com vários materiais tomados daqui e dali: Tomou a rotundidade da lua e as curvas das trepadeiras, a fragilidade da grama e a delicadeza dos caniços, o desabrochar das flores e a leveza das folhas, os maneios da tromba do elefante e o olhar dos cervos, o zum zum das colmeias e a alegria dos raios do sol, o choro das nuvens e a inconstância dos ventos, a timidez da lebre e a vaidade dos pavões, a maciez do papo dos papagaios e a dureza do diamante, a doçura do mel e a crueldade do tigre, o calor do fogo e a algidez da neve, a tagarelice dos gaios e o arrulho dos pombos, a hipocrisia dos grous e a fidelidade do chakravaa, misturando tudo criou a mulher.

No período da caça tribal, a mulher se igualava ao homem na coragem, na resistência e na habilidade. Tinha a capacidade de realizar durante horas os mais rijos trabalhos e, se preciso fosse, lutar até a morte pelos filhos e pelo clã. Um cacique dos chippeways, disse: As mulheres foram criadas para o trabalho. Podem carregar tanto como dois homens. Elas armam nossas tendas, fazem nossas roupas, remendam-nas, conservam-nos quentes durante a noite. . . Absolutamente não podemos dispensá-las numa viagem.

Mulher, pilar mestre da família, ventre maduro que fertiliza e povoa a terra. Tu que amamentas e ainda tira tempo para dar carinho, amor, zelo e dedicação à filhos e maridos, bons ou ruins. Mulher que lentamente vai arredondando o ventre na expressão máxima da vida gerando vida. Mulheres campeiras, mulheres da cidade, mulher faceira, as desprovidas de vaidade, a cumplicidade da parturiente e a parteira, as de creme e perfume, as de calo e suor.

No cotidiano de cozinha e crianças, sutilmente elas se posicionam e volta e meia surpreendem o mundo com decisões de rainha, de guerreira ou simplesmente de mulher. A circunspecção da branca, a alegria da negra ou simplesmente índia, mulheres de pele tostada, que amarram o cabelo, usam grandes chapéus e vendem quitandas em éguas velhas de cincerro, o zelo de uma mãe tresnoitada pelo cansaço velando as noites de um filho febril.

Mulher jovem, bela em sua essência se preparando e aprendendo a manejar as armas de sua natureza para enfrentar os desafios da vida. Mulher apaixonada e ansiosa pelo retorno do seu homem, com sorriso e saudade nos lábios, o recebe como se cada retorno fosse um novo presente.

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