Primeira Sapecada da Canção Nativa completa mais de três décadas como símbolo da cultura serrana

Criada durante a 5ª Festa Nacional do Pinhão, em junho de 1993, a Sapecada da Canção Nativa marcou o início de uma tradição que se consolidou como um dos maiores festivais de música nativista do Sul do Brasil. Ao longo de mais de três décadas, o evento se tornou um dos principais símbolos culturais de Lages, reunindo compositores, intérpretes e admiradores da música regional.

A primeira edição já atraiu artistas de diferentes regiões e revelou composições que permanecem vivas na memória dos tradicionalistas. A grande vencedora foi a toada “Quero-Quero, Gralha Azul”, de Talo Pereira e Jayme Caetano Braun, interpretada por Neto Fagundes, que também conquistou o prêmio de Melhor Letra. O segundo lugar ficou com “Perdido num Baile de Fronteira”, de Elton Saldanha e Luiz Carlos Borges, enquanto “Gralha Azul”, de Marco Araújo e Hércules Grecco, garantiu a terceira colocação e o prêmio de Melhor Intérprete para Fátima Gimenez.

Inspirada na cultura e nas tradições do Sul do Brasil, a Sapecada nasceu para retratar, em versos e melodias, o cotidiano do campo, o tropeirismo, a natureza e os costumes serranos. O próprio nome do festival faz referência ao ato de “sapecar” o pinhão sobre uma fogueira feita com grimpas de araucária, tradição típica da região.

Além das principais colocações, a primeira edição premiou “Princesa da Serra” como Música Mais Popular, “Gralha Azul” como Melhor Tema sobre o Pinhão, “Meu Rio” como Melhor Tema sobre Ecologia e Meio Ambiente e “Tropa Clandestina” como Melhor Tema sobre o Tropeirismo. Desde então, a Sapecada segue preservando e fortalecendo a identidade cultural da Serra Catarinense.

Compartilhe esse artigo

Mais notícias