A exposição “A Cor do Saber e a Herança da Memória”, da artista catarinense Tercília dos Santos, está em exibição no hall da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) até o dia 2 de julho e proporciona ao público uma imersão no universo da arte naïf brasileira.
A abertura da mostra ocorreu nesta segunda-feira (22), com a presença da artista. A visitação é gratuita e pode ser realizada diariamente, das 7h às 19h.
A exposição reúne obras produzidas em diferentes fases da carreira de Tercília, marcadas por cores intensas, figuras humanas estilizadas e elementos que retratam o cotidiano rural e a memória afetiva brasileira. As obras abordam temas como infância, coletividade, espiritualidade, educação, herança afro-brasileira e cultura popular, construindo narrativas visuais que unem simplicidade estética e forte simbolismo.
Autodidata, a artista nasceu em 1953, no distrito de Uruguai, em Piratuba, e iniciou sua trajetória nas artes em 1990, desenvolvendo uma linguagem própria inspirada nas lembranças da infância e na vivência em comunidades rurais. Ao longo da carreira, consolidou uma produção marcada pelo uso expressivo das cores e pela representação de elementos da cultura popular brasileira.
Segundo Tercília, sua trajetória artística começou a partir de uma experiência pessoal marcante que a levou a se dedicar à pintura, posteriormente recebendo incentivo de artistas já reconhecidos no cenário catarinense.
Com mais de três décadas de carreira, a artista já participou de importantes exposições e bienais no Brasil e no exterior, incluindo a Bienal Naïfs do Brasil (Sesc Piracicaba/SP) e o Festival Internacional de Arte Naïf (Fian), além de mostras na Itália, França e Suíça.
Entre os reconhecimentos recebidos, destacam-se prêmios em bienais nacionais e participações em exposições de relevância como “Os Jardins da Infância”, no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), e “Herança Negra na Cultura Brasileira”, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis.
A mostra em cartaz na Alesc reforça o reconhecimento da artista como uma das referências da arte naïf contemporânea, com obras que integram acervos públicos e coleções no Brasil e no exterior.
A exposição permanece aberta à visitação até 2 de julho no hall de entrada da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.